Perguntas frequentes
É preciso estabilizante para fazer gelado em casa?
Para uma cuvete que vais comer hoje, não. Para que aguente uma semana sem se encher de cristais, sim, ajuda muito. O estabilizante retém a água livre e impede-a de se mover e voltar a congelar em cristais grandes, que é o que faz um gelado de três dias saber a gelo.
O que é exactamente o neutro para gelados?
Uma mistura já preparada de estabilizantes e emulsionantes, doseada para que não tenhas de pesar cada goma em separado. Há-os para creme e para fruta, e não são intercambiáveis: trabalham com quantidades de água muito diferentes.
Porque não chega só açúcar comum?
Porque o açúcar comum faz dois trabalhos ao mesmo tempo —adoçar e evitar que a água congele— e nem sempre os queres na mesma proporção. Com dextrose e glicose podes baixar o ponto de congelação sem subir a doçura, ou ao contrário. Isso é metade da formulação.
Leite gordo ou magro?
Falamos da líquida: gordo, a não ser que estejas a compensar a gordura noutro sítio. A sua gordura é parte da cremosidade, e se a tiras tens de a repor com natas. O em pó é outra história: sempre magro, porque a usamos justamente para subir sólidos sem subir gordura.
Pode fazer-se gelado sem natas?
Sim, mas a gordura tem de vir de outro sítio: leite gordo em maior quantidade, manteiga, gema ou uma gordura vegetal. Um gelado de nata precisa de cerca de 8 % de gordura; abaixo disso nota-se na textura antes do que no sabor.
Para que serve o leite em pó?
Para subir os sólidos sem subir a água, que é o problema constante de um gelado. Dá proteína e lactose, e as duas ajudam a textura. Cuidado com o exagero: acima de certa quantidade a lactose cristaliza e o gelado sai arenoso.