Receita formulada

Sorvete de pêssego

Sorvete de pêssego, visto de cima

Pêssego em puré: aveludado, aromático e doce, com a acidez certa. Dos sorvetes mais redondos.

Sabias que?

A sua doçura e os seus sólidos vão muito acima do habitual num sorvete. O pêssego é doce e com corpo, e a fórmula acompanha-o em vez de o conter.

Formas de o preparar— a mesma mistura, método diferente

Ingredientes

Para 1 kg

Marca cada ingrediente à medida que o preparas.

IngredienteQuantidade%

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Passo a passo

9 passos · segue a ordem para um resultado ótimo

Notas do chef

  • ·O puré de pêssego, a frio, com a calda já a 4 °C.
  • ·Não saltes a maturação a frio: hidrata proteínas e estabilizante e melhora bastante a textura.
  • ·A temperatura de serviço depende da tua receita: se formulares com um PAC mais suave do que o teu congelador (p. ex. -11 °C com a arca a -18 °C), atempera-a 5–10 min antes de servir; se o PAC coincidir com o teu congelador, come-se direta da arca.
  • ·Porquê formular a -11 e não a -18 °C: mesmo que o teu congelador esteja a -18 °C, formular a -11 faz com que o gelado saiba melhor — a -18 está tão frio que as papilas mal captam o sabor e a gordura demora a fundir na boca. E envelhece melhor: um gelado formulado a -11 e guardado a -18 tem menos água livre, sofre menos o efeito Ostwald (os cristais de gelo juntam-se e crescem) e conserva a cremosidade mais tempo.
  • ·Guarda as tuas notas pessoais: aponta o POD e o PAC que melhor funcionam na tua máquina.
Resultado

A textura
perfeita

Aveludado, com aquela textura afelpada que deixa o puré de pêssego. Quase não leva sacarose porque o próprio puré já traz açúcar, e o resto da fórmula está só para que não cristalize.

Textura lisa e compactaEstrutura fina, sem cristaisSabor limpo e intenso
Sorvete de pêssego, pormenor da textura

Tudo sobre este sorvete de pêssego

Os açúcares vão altos, repartidos entre glucose 38 DE, sacarose e dextrose, mais inulina. Com todo o puré que leva, o sorvete vai acima do normal na casa, tanto de sólidos como de doçura.

A temperatura de serviço fica baixa, por isso sai mole apesar de tantos sólidos: o pêssego dá bastante açúcar próprio, que também é anticongelante.

O puré entra com a calda já a 4 °C, sem passar pelo calor: cozido, o pêssego vira compota logo.

Ingredientes e a sua função

A fruta dá o sabor, a cor e boa parte da água da mistura. A sacarose e a dextrose regulam a doçura e a dureza à temperatura de serviço. A glucose dá corpo e quase não adoça. A inulina dá sólidos quase sem doçura, o que num gelado seria o papel do leite. O estabilizante retém a água livre e evita que se formem cristais no congelador. A água ajusta a concentração para que o sabor não fique nem aguado nem pastoso.

Técnica e controlo de parâmetros

Ajustar o POD (poder edulcorante) e o PAC (poder anticongelante, expresso como temperatura objetivo) permite-te adaptar doçura e dureza ao teu gosto e à tua máquina. Com os seletores da barra lateral, a fórmula recalcula-se automaticamente e verás como mudam as quantidades de cada ingrediente.

Conservação e erros frequentes

Conserva a -18 °C num recipiente hermético e evita ciclos de descongelação. As falhas mais habituais são a falta de maturação, um excesso de açúcar que impede que congele bem e bater a mais na máquina, o que incorpora demasiado ar e arruína a textura.

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Perguntas frequentes

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