Receita formulada

Merengue italiano

Merengue italiano, visto de cima

Calda quente em fio sobre as claras batidas. É o merengue que aguenta: brilhante, firme e sem abater, pronto a entrar num gelado sem desaparecer.

Sabias que?
Formas de o preparar— a mesma mistura, método diferente

Ingredientes

Para 1 kg

Marca cada ingrediente à medida que o preparas.

IngredienteQuantidade%

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Passo a passo

9 passos · segue a ordem para um resultado ótimo

Notas do chef

  • ·Não saltes a maturação a frio: hidrata proteínas e estabilizante e melhora bastante a textura.
  • ·A temperatura de serviço depende da tua receita: se formulares com um PAC mais suave do que o teu congelador (p. ex. -11 °C com a arca a -18 °C), atempera-a 5–10 min antes de servir; se o PAC coincidir com o teu congelador, come-se direta da arca.
  • ·Porquê formular a -11 e não a -18 °C: mesmo que o teu congelador esteja a -18 °C, formular a -11 faz com que o gelado saiba melhor — a -18 está tão frio que as papilas mal captam o sabor e a gordura demora a fundir na boca. E envelhece melhor: um gelado formulado a -11 e guardado a -18 tem menos água livre, sofre menos o efeito Ostwald (os cristais de gelo juntam-se e crescem) e conserva a cremosidade mais tempo.
  • ·Guarda as tuas notas pessoais: aponta o POD e o PAC que melhor funcionam na tua máquina.
Resultado

Como
deve ficar

Firme, brilhante e sedoso, com as claras cozidas pela calda quente: é isso que impede que baixe. Dentro do gelado não desaparece nem larga água, e dá volume sem somar peso nem gordura.

Fluida a frio, não gelificadaBrilho limpo e cor vivaMarmoreia sem se misturar com o gelado
Merengue italiano, pormenor da textura

Tudo sobre este merengue italiano

A calda entra a 120 °C em fio sobre as claras batidas. Nem um grau menos: abaixo disso não pega e o merengue abate.

Ingredientes e para que serve cada um

A fruta ou o cacau põem o sabor. Os açúcares fazem o trabalho silencioso: dão corpo e evitam que o molho endureça dentro do gelado. A inulina dá sólidos quase sem doçura, e a pectina espessa o suficiente para ficar fluida a frio e não gelificada.

Como se veia

Um veio não se manteca: elabora-se à parte, arrefece-se por completo e incorpora-se no gelado já batido. O que há a controlar é que continue mole a −18 °C. Se for curto de açúcar transforma-se numa pedra dentro da cuvete; se for excessivo, escorre e acaba por tingir o gelado inteiro.

Conservação e erros frequentes

Guarda-o tapado e no frio, e junta-o quando o gelado já está mantecado, nunca na mistura. Os dois erros de sempre: fazer o veio morno, que em vez de desenhar a veia derrete e mistura tudo, e exagerar na quantidade. O veio acompanha, não manda.

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Perguntas frequentes

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Receita
1

Ingredientes

Total da receita · 615 g
Sacarose330 g
Claras de ovo165 g
Água120 g

Preparação

  1. Bate as clarasComeça a bater as 165 g de clara — umas 5 claras L — com a batedeira.
  2. 30 g de açúcar ao bater em espumaQuando começar a espumar, juntar 30 g de sacarose e acabar de bater na potência máxima.
  3. Faz a caldaEm paralelo, fazemos uma calda com a água e os 300 g de sacarose restantes.
  4. 120 °C, em fioQuando atingir os 120 ºC deitamo-lo em fio sobre as claras batidas na potência mínima até o merengue arrefecer.
  5. Ao saco de pasteleiroReservamos em saco de pasteleiro.